O sentido da missionariedade: Redentoristas para o mundo

Uma das propostas do Secretariado Vocacional é ajudar os jovens a esclarecer suas dúvidas sobre a vida religiosa e sobre a Congregação do Santíssimo Redentor. Convidamos o Frater Jonathan Antônio da Silva, C.Ss.R., para responder a pergunta do Jociano Silva de Jesus:

Um Missionário Redentorista pode atuar somente em sua área provincial? Ou pode se deslocar para outras unidades provinciais?

Na origem da fé cristã, havia um grupo de homens e de mulheres que, se encontrando com Jesus de Nazaré, fizeram a experiência de Deus. Viram Jesus, ouviram-no, tocaram-no e o amaram; aos poucos compreenderam-no, e alguns dentre eles o seguiram, exercendo sua missionariedade. A experiência de Deus que vivenciaram foi uma síntese entre uma percepção humana de um lado, e de outro, uma fé que avançava para além dessa percepção. Tal experiência de Deus não era um sentimento ou conjunto de sentimentos que poderiam ter na presença de Jesus, mas a síntese destes sentimentos com sua fé. E esta síntese tinha efeitos profundos e permanentes em suas vidas.

Os Missionários Redentoristas, no mundo todo, continuam fazendo essa experiência de Deus, sempre sintetizando através de sua missão o Reino de Deus que está presente em nosso meio e que foi revelado por Jesus.

Pelas Constituições Redentoristas são adscritos juridicamente em uma província; no Brasil, por exemplo, são atualmente 9 unidades redentoristas. Contudo, pelo voto de obediência, os religiosos são destinados a trabalhar por este Reino onde lhe for pedido. Ou seja, é possível sim que um Missionário Redentorista atue fora de sua unidade de origem, caso a Congregação Redentorista entenda que isso seja necessário naquele momento.

“Eu direi Tu és meu povo e o povo me dirá Tú és meu Deus” (Cf. Os 2,25). Meu povo é minha comunidade, a pequena comunidade dos que vivem juntos, e também a comunidade maior que está ao nosso redor, e por causa de quem nos reunimos. Quanto mais se caminha pessoalmente para uma unidade, mais se cresce e se aprofunda esse sentimento de pertença. E não somente pertencer a uma comunidade, mas ao universo, à terra, ao ar, à água, a todos os seres vivos, à humanidade. Se a comunidade der à pessoa um sentimento de pertença, ela a ajuda também assumir a solidão num encontro pessoal com Deus.



A Congregação do Santíssimo Redentor está vivendo um processo de Restruturação, ou seja, isso significa que a vida religiosa passa por um momento de buscar outros caminhos para renovar suas estruturas, sendo fiel ao seu carisma, e, assim como o Concílio Vaticano II teve sua importância para a Igreja, a restruturação tem suma importância para nossa Congregação. Acontece a partir desse processo um novo recomeço, em vista da missão.

Com a Restruturação, os vocacionados e formandos redentoristas são despertados para uma nova mentalidade: eles não serão Missionários Redentoristas de uma só unidade; a partir da Profissão Religiosa, todos devem estar disponíveis para a Congregação que está presente no mundo todo.


Portanto, a restruturação faz com que exerçamos nossa missionariedade: uns de modo espiritual devido à idade; outros de modo mais ativo no trabalho pelo mundo. Enfim, todos os Redentoristas, cada um ao seu modo praticando a restruturação, estarão sendo fiéis ao legado de Santo Afonso que é de sermos missionários anunciadores do Redentor.


Fonte: www.a12.com


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