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COM SÃO GERALDO, PROMOVER AS VOCAÇÕES!


“Vocação: Graça e Missão” é o tema do terceiro Ano Vocacional do Brasil, que teve a Solenidade de Cristo Rei co mo data de abertura e de encerramento. Portando, o Ano Vocacional se iniciou no dia 20 de novembro de 2022 e terminará no dia 26 de novembro de 2023.

O seu objetivo principal é “promover a cultura vocacional nas comunidades eclesiais, nas famílias e na sociedade, para que sejam ambientes favoráveis ao despertar de todas as vocações, como graça e missão, a serviço do Reino de Deus”.

A Vocação, é antes de tudo, dom de Deus, mas todos os membros da comunidade têm a responsabilidade de promover o despertar e de acompanhar as diversas vocações na Igreja. A descoberta da vocação não surge de modo mágico na vida de uma pessoa e nem é uma escolha aleatória que se faz diante de várias possibilidades, mas ela acontece num processo profundo de reflexão e discernimento. Na Igreja de Jesus Cristo todos são vocacionados, porque todos são chamados por Deus para uma missão, por isso existem os vários tipos de vocação: Sacerdotal, religiosa consagrada, matrimonial e missionária leiga.

O fundador da Congregação Redentorista, Santo Afonso de Ligório, no livro a Prática do Amor a Jesus Cristo, citando o Pe. Granada, afirma que a escolha da vocação é “roda mestra”. No relógio, estragada a roda mestra, todo relógio fica desacertado. Estando errada a nossa vocação, toda a nossa vida ficará desacertada.

Alguns estudiosos da vida de São Geraldo afirmam que ele recebeu de Deus a vocação de orientar e encaminhar pessoas para a vida religiosa. Nas suas viagens de uma cidade à outra, tudo fazia para que as moças desejosas de servir a Deus na vida religiosa consagrada entrassem para algum convento. Quando elas eram provenientes de famílias pobres, São Geraldo batia à porta dos ricos pedindo esmolas, até conseguir o dote necessário para que as jovens ingressassem no mosteiro.

Mas São Geraldo zelava também pelas vocações já amadurecidas. Com a autorização de seus superiores e, muitas vezes, com as insistências dos bispos, ele visitava os mosteiros, com o objetivo de fortalecê-los na missão e corrigir os desvios. Também se utilizava das cartas. Escrevia às religiosas, ora incentivando-as na caminhada, ora fazendo sérias correções. Assim escreveu à Madre Maria de Jesus, no dia 22 de janeiro de 1752: “Eu, embora indigno, não deixo de rezar ao Senhor por V. Revma. e por toda a comunidade, a fim que sejam verdadeiras esposas e verdadeiras amantes do seu santíssimo querer....Seja forte e corajosa nas batalhas, a fim de conseguir depois um grande triunfo no reino dos céus”.





Pe. Américo de Oliveira, C.SS.R.

Reitor da Basílica de São Geraldo

Curvelo/MG

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