APRENDENDO A REZAR COM SANTO AFONSO


Santo Afonso escreveu muitos livros sobre a oração com o desejo de ajudar os outros a aprofundar seu relacionamento com Deus nas circunstâncias concretas da vida. Há os que têm dificuldade para orar, mas a convicção de nosso doutor é a de que todos receberam a graça suficiente para orar. Um meio eficaz para obter a salvação, uma vez que a oração nos ajuda a observar os mandamentos e a levar uma vida virtuosa. A oração verdadeira é a que faz a pessoa pôr em prática os valores do Evangelho.

Se perguntássemos a Afonso: como podemos encontrar Deus? A resposta seria tão simples e clara que pareceria fácil demais para ser verdade. Encontramos Deus quando abrimos a Ele nosso coração, quando falamos com Ele como a um amigo, sem esconder nada. Vivemos uma relação com Deus quando nos pomos diante d’Ele, de maneira humilde e honesta. Uma relação que empenha toda a nossa vida. Afonso nos propõe uma oração apaixonada, ou seja, feita com o coração.

Jesus disse que devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa mente, com toda a nossa alma e com toda a nossa força (Mt 23,37). Sobretudo quando oramos, devemos pôr em prática este ensinamento do mestre. Desse modo a oração torna-se uma manifestação de nossa entrega a Deus.

Mas como, concretamente, orar? Afonso teria um método para nos orientar? Sim, nosso santo propõe um método que não deve apagar a nossa espontaneidade na relação com Deus. O método é só uma ajuda. Resumidamente seria assim:

- Escolhemos um momento do dia em que queremos nos dedicar à prática da oração.

- Começamos com um simples ato de fé e de humildade, pedindo luzes a Deus.

- Depois passamos à meditação, que tem quatro momentos: 1. Refletir sobre uma verdade de fé; 2. Elevar o coração a Deus com atos de amor e arrependimento; 3. Pedir a graça e tomar uma decisão de vida: um comportamento a ser adotado, um perdão a ser dado, um vício a ser evitado; 4. O mais importante é concretizar alguma coisa por Deus.

- A oração é terminada com uma ação de graças pelas luzes recebidas, com a decisão de respeitar a resolução tomada e com o pedido de perseverança na fidelidade.

E as distrações, o que fazer com elas? Não lhes dar atenção. Deixar que passem e voltar a concentrar o pensamento em Deus.

Não esquecer que a aridez faz parte do processo. Portanto, não deixar a oração por falta de gostos espirituais. Perseverar na aridez torna a oração ainda mais fecunda para nossa vida. É prova maior de amor a Deus.

Eis o caminho que Afonso nos propõe. Qualquer um pode praticá-lo. Quem lhe for fiel, mudará de vida, praticará o Evangelho e certamente será salvo, é o que nos garante Afonso, o doutor da oração.












Pe. Paulo Sérgio Carrara, C.SS.R.

Belo Horizonte - MG


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Basílica de São Geraldo

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