Os mandamentos: frutos do amor de Deus.


"O amor é uma relação com Deus e os irmãos e não um sentimento passageiro... Sendo uma realidade que cresce." Papa Francisco.

Jesus recebeu todo poder no céu e na terra para instalar aqui o Reinado de Deus, para isto estava também autorizado a reinterpretar a Lei de Deus dada a Moisés como parte da Aliança libertadora que Deus fez com o seu povo escolhido (At). Jesus propôs outra interpretação mais rica e mais exigente, que vai ao fundo, além da materialidade da letra da lei, revelando o espírito nela subjacente, o âmago, o coração que é o amor. É a interpretação definitiva, pois vem do íntimo de Deus, seu próprio Filho.

Amor é relação, não um sentimento passageiro, diante de uma oferta de amor, nossa resposta só pode ser uma resposta de amor (Santo Afonso). A atitude fundamental da criatura diante de Deus, só pode ser de gratidão pelo seu amor manifestado na gratuidade da criação, da encarnação, da redenção, do Reino de amor, da vida eterna preparada para os que o amam (cfr. Paulo). Deus espera de nós, não um mero cumprimento de seus mandamentos, mas a acolhida de seu amor misterioso neles contido. E quem ama nunca fica satisfeito com o tamanho de seu amor, mas coloca todos os mandamentos a serviço de um amor crescente cada vez mais abrangente.

Orientando-nos pelo amor de Deus, retratado em Jesus, consultando nosso interior, onde nos fala o Espírito Santo, percebemos na prática as perspectivas que os mandamentos nos abrem. Concretizamos... Para participarmos da justiça do Reino, precisamos hoje de um amor cada vez mais abrangente, em vista das necessárias transformações das estruturas políticas e econômicas da sociedade. É o trabalho pelo crescimento do Reino, o que será um benefício para toda humanidade.

A existência coloca o ser humano diante de uma opção: Escolha entre a Vida (o Bem) e a Morte (o Mal). O homem, no desejo de Deus, é livre para escolher; a sabedoria nesta decisão é dom de Deus e não fruto do saber humano, interesseiro e calculista. Deus nos dá seus mandamentos, não como imposições autoritárias, mas como frutos de seu amor, para nos facilitar a decisão pela Vida. Acolhendo o amor de Deus, na vivência de seus mandamentos, caminharemos progressivamente na espiritualidade do discípulo de Jesus: amar como Deus ama, gratuitamente.

Pe. Jésu Assis, C.SS.R.


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