Basílica de São Geraldo

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Aprofundando a nossa fé

Mês da Bíblia - Setembro de 2019:
Primeira carta de São João

 

Olá meus caros amigos leitores de “A Caminho com São Geraldo”!
Hoje falaremos um pouco sobre o mês da Bíblia que se aproxima. Como tradicionalmente acontece no Brasil, desde ano de 1971, o mês de setembro é dedicado à celebração e aprofundamento da Palavra de Deus presente em algum dos livros bíblicos. Neste ano estudaremos em nossas comunidades a Primeira carta de São João. A 48º edição terá a continuidade do tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida” e como lema o versículo 49 do capítulo 4 da referida carta “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro”.
É importante dizer que, para um melhor estudo e oração, a CNBB preparou um interessante subsídio para encontros em pequenos grupos que, com certeza, você poderá encontrar em sua paróquia. Aproveite este tempo, reúna seus amigos mais próximos, a comunidade de sua rua e viva esta interessante proposta, compartilhando a beleza das Sagradas Escrituras presentes em nossa vida.

Estrutura, autoria e datação da Primeira carta de São João.

Para facilitar e já servir de “aperitivo” ao estudo, apresentarei alguns temas importantes presentes na Primeira carta de São João. A primeira coisa a saber é como se estrutura o referido texto. Compreender isso já nos ajuda bastante na compreensão da teologia ali contida.
O texto está divido em 5 capítulos que podemos subdividi-los, para uma boa compreensão, em dez secções:

I. Prólogo: O Verbo encarnado (1,1-4)
II. A comunhão vem de Deus (1,5–2,17)
III. Os Falsos Mestres (2,18-27)
IV. Esperança Escatológica: Viver santamente o presente (2,28–3,10)
V. O Amor é a base da vida (3,11-24)
VI. Discernimento dos Falsos Espíritos (4,1-6)
VII. O amor é a essência da santificação (4,7-21)
VIII. A fé como segurança nos nossos Corações (5,1-12)
IX. Conclusão (5,13-21)

Sobre o autor, como sempre para um texto bíblico, este é lugar de discussão entre os especialistas. Contudo, a tradição atribui a São João, o mesmo apóstolo e evangelista, a autoria da carta. Os argumentos a favor da tese tradicional são basicamente três: a familiaridade de quem escreve com Jesus, afirmando ter sido testemunha ocular; sua autoridade entre os primeiros leitores; e sua proximidade no estilo e nos argumentos utilizados com o evangelho joanino.
Assumindo o que nos diz a tradição sobre o autor, provavelmente esta carta fora escrita entre os anos 85 e 90 do primeiro século cristão, e destinada às igrejas presentes na Ásia Menor, nas redondezas de Éfeso.
Uma das características mais marcantes dos textos é o tom de intimidade entre o autor e os seus leitores, manifestando, possivelmente, não um conhecimento distante, mas uma proximidade entre pessoas que se conheciam pessoalmente. Sendo assim, é bem provável que se trate de uma carta circular do apóstolo às igrejas que lhe eram geograficamente vizinhas, sobre quais ele exercia uma posição de referência e autoridade.

Objetivo da carta

Situada no contexto joanino do final do primeiro século, vemos a partir da estrutura que expusemos acima, que o texto tem como seu objetivo principal combater a doutrina de “falsos mestres”, que ensinam uma doutrina distante daquela comunicada por Jesus. Uma espécie de heresia que distanciava os fiéis da unidade da comunidade.
Assim situada, provavelmente a doutrina herética à qual se refere o texto seja uma forma de gnosticismo presente na Ásia Menor nas últimas décadas do primeiro século, que teve como seu maior expoente um tal de Cerinto. Basicamente se negava a encarnação total do Verbo, ou seja, que Jesus fosse verdadeiramente o Cristo de Deus. Para ele, Jesus foi um homem bom, que foi Cristo somente do seu batismo até antes da crucificação. Sei que é meio complicado compreender isso, mas basta ter presente que esta heresia concebia Jesus e Cristo como duas figuras diversas, e não via, não conseguia conceber que Deus, em Jesus, teria sofrido a Cruz.
João, em seu texto, combate esta cisão a partir de uma belíssima e bem estruturada teologia da encarnação, tendo como centro o Amor de Deus como movimento de salvação verso a humanidade. Assim, Deus não abandona a humanidade, indo mesmo a “sofrer”a Cruz por ela. O autor combate os erros dos falsos mestres, mostrando que em Jesus Cristo, Filho de Deus, se encontra a fonte da vida, nele se manifesta o grande Amor de Deus pela humanidade, e nele podemos receber a vida Eterna.

 

 

Pe. Maikel Pablo Dalbem, C.SS.R.
Roma/Itália

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31/10/2019

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