Basílica de São Geraldo

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Aprofundando a nossa fé

Por que Santo Afonso Maria de Ligório foi proclamado doutor da Igreja?

 

O que é um doutor da Igreja?

 

Para responder a esta pergunta, devemos primeiro entender o que é um doutor da Igreja: a palavra doutor, em sua raiz latina (doctor), vem do verbo decore, que significa em português ensinar. Assim, o título de doutor é conferido pela Igreja àqueles homens e mulheres, santos proclamados, que com a importância do seu ensinamento, se tornaram referência perene na espiritualidade ou no pensamento cristão.
Até o presente momento a Igreja reconheceu com o título de “doutor” apenas 36 santos. Alguns deles, sete no total, receberam um pequeno aposto que caracteriza sua personalidade. Eis a lista dos referidos sete doutores com esta especificação:


S. Anselmo de Cantuária, Doutor Mariano (devoto de Maria SS.)
S. Bernardo de Claraval, Doutor Melífluo (dotado de palavra doce como o mel)
S. Antônio de Pádua, Doutor Evangélico (exímio pregador do Evangelho)
S. Tomás de Aquino, Doutor Angélico
S. Boaventura, Doutor Seráfico
S. Alberto Magno, Doutor Universal (grande erudito também nas ciências naturais de sua época)
S. Afonso Maria de Ligório, Doutor Zelosíssimo (sábio moralista)


Não existe um prazo de tempo para que se dê este reconhecimento. Apenas como curiosidade, Santo Afonso foi aquele com menor tempo entre sua morte e sua proclamação como doutor (87 anos), enquanto Santo Efrém da Síria, com o prazo mais longo, foi de 1500 anos.

 

Mas porque Santo Afonso foi proclamado doutor?

 

Santo Afonso viveu em um tempo em que a questão moral estava passando por grandes mudanças. No ambiente da sociedade em geral, passava-se pelo Iluminismo com todas as suas perguntas sobre a importância da subjetividade e a fixação do antropocentrismo como paradigma de leitura. Assim, diversas linhas de interpretação moral se construíram no seio da Igreja de seu tempo (Rigorismo, Probabilismo, Probabiliorismo e Laxismo). Linhas que iam desde o extremo rigor na observância da lei escrita, baseado sobre uma espiritualidade e uma moral de medo, até a percepções que se situavam no outro extremo, onde alguns diziam que se podia ser feito o que bem se entendesse.
Assim, nosso santo fundador propôs uma linha chamada tecnicamente de Equiprobabilismo, que trazia luz sobre a importância da primazia da consciência humana, mostrando-se como uma moral baseada na liberdade e na responsabilidade, conjugando no discernimento as necessidades e questionamentos que nascem da vida concreta e a observância à Lei. Outro aspecto muito importante que levou Santo Afonso a ser proclamado doutor da Igreja é que sua moral está profundamente alicerçada sobre uma espiritualidade, um modo de vida, diante de Deus e dos outros. O maior imperativo moral escrito por Santo Afonso (Deus vos ama, amai-o!) não se encontra em seu livro Teologia Moral, mas em seu grande tratado de espiritualidade A prática do Amor a Jesus Cristo.

 

Quando e por qual papa ele foi proclamado doutor?

 

Santo Afonso foi proclamado doutor no pontificado do Papa Pio IX, no ano de 1871 e declarado patrono dos confessores e dos teólogos morais pelo Papa Pio XII em 26 de abril de 1950.
Sobre ele, nos disse o Papa Pio XII:
“Para formar e dirigir aos confessores (Santo Afonso) nos deixou… uma exímia doutrina recomendada com frequência com fortes palavras pelos Sumos Pontífices, como norma segura aos que administram o sacramento da Penitência e aos que se ocupam da direção das almas.” AAS, 595-597.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pe. Maikel Pablo Dalbem, C.SS.R.
Roma/Itália

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