Basílica de São Geraldo

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Jejum: o que é, como e porque fazê-lo.

07/03/2019

 Caros amigos devotos de São Geraldo Magela, paz no Cristo Jesus!
Quantas vezes nos encontramos pelas vias de Curvelo… Foram muitas as Oitavas e Festas nas quais estive presente e, com alegria fraterna, encontrei a tantos de vocês. Hoje, exercendo minha missão redentorista em terra um pouco mais distantes, acolho o convite do reitor de nossa Basílica, P.e Américo de Oliveira, C.Ss.R., para assumir esta breve coluna, tentando responder algumas perguntas propostas por vocês. Creio que será um belo espaço para crescermos juntos em nossa vida cristã.
O tema do qual falaremos hoje é o jejum. A primeira coisa a levarmos em consideração é a de que estamos em caminho de santidade. Pela graça do Espírito Santo, em Cristo fazemos estrada neste mundo verso ao abraço Paterno. Neste caminho, frequentemente se revelam nossas imperfeições. Não somos perfeitos e isso é um fato. A vida é lugar onde a pedagogia do Amor de Deus nos ensina a deixar nossos egoísmos e injustiças para alcançar a perfeição nesse mesmo e verdadeiro Amor no qual fomos gerados.
A penitência não é mera forma de dolorismo ou sofrimento vazio, mas são expressão e exercício de nossa contínua conversão, ou seja, de mudança de vida. Toda forma de penitência visa a uma maior liberdade diante das coisas para amar mais profundamente a Deus e aos irmãos. É nesse contexto que encontramos o jejum e a abstinência. São diversas as formas e os momentos nos quais podemos realizá-los. Por exemplo, temos aqueles que fazem a opção de cada sexta-feira, abster-se de carne, recordando a Paixão do Senhor. Outros, por sua vez, depois de uma profunda reflexão e exame de consciência, abstêm-se de algo material ou de um hábito, de caráter periférico, que lhes parecia essencial na vida. Temos outros que escolhem um dia da semana para fazer jejum, seja parcial ou completo. Fazemos tais exercícios a fim de encontrarmos aquilo que é verdadeiramente importante e essencial para a vida.
Mas existe um tipo de jejum e de abstinência que acontecem de modo muito especial no interior de um tempo litúrgico específico: o jejum e a abstinência quaresmais. A quaresma, por si, já é um momento propício para a reflexão e a mudança de vida. Diante do Mistério Pascal, ou seja, do Amor doado por nós que vence a toda morte, de modo geral buscamos reconhecer os lugares da vida que necessitam de verdadeira mudança e, assim, colocá-la em prática. O jejum e a abstinência entram como uma prática para ajudar neste processo. 
Assim, passemos às normas práticas que a Igreja recomenda: na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, jejum e abstinência de carne, enquanto nos demais dias da Quaresma, exceto aos Domingos, recomenda-se alguma forma de jejum ou abstinência parcial segundo a consciência. Fazem o jejum aqueles que já completaram 18 anos até aos 59 anos. Já a abstinência, a partir dos 14 anos. Crianças, grávidas, idosos e/ou pessoas com alguma doença, como necessitam de uma nutrição mais rica e linear, estão dispensados, independente da idade.
Uma última coisa, muito importante: fazendo jejum ou abstinência, você não está em competição com ninguém, nem mesmo com Deus, ok? Ele nos ama profundamente e quer nosso bem. Fazendo essas práticas de penitência você estará se preparando para viver mais livre e intensamente diante das coisas e das pessoas. Por isso, reflita e busque sempre compreender o sentido pelo qual você está realizando estes exercícios. Jejum, oração e caridade caminham juntos!

Pe. Maikel Pablo Dalbem, C.SS.R.

 

 

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