CONHECENDO SÃO GERALDO MAJELA


SÃO GERALDO, ALFAIATE

Uma das características fortes de São Geraldo foi sua dedicação ao trabalho. Nunca fugiu de nenhuma atividade, mesmo que esta fosse penosa e sacrificante. Em tudo o que fazia, procurava realizar a vontade de Deus, dizia ele: “Não te submetas a teus gostos ou aos do mundo. Basta ter só Deus presente, e estar sempre nele, em tudo o que fazes. Na verdade, tudo o que se faz unicamente por amor de Deus, tudo é oração”. São Geraldo começou a trabalhar muito novo pois, quando seu pai faleceu, ele tinha apenas doze anos de idade. Era o filho mais velho e se tornou o único homem da casa. Devido à necessidade da família, sua mãe, dona Benedita Galeta, o enviou à alfaiataria do senhor Martin Pannuto, dando continuidade à profissão de seu pai, o sr. Domingos Majela. Na vida de São Geraldo nada foi fácil. Nesta alfaiataria, ele foi muito maltratado pelo sócio do senhor Pannuto e instrutor dos aprendizes. Sua bondade e sua simplicidade eram vistas como estupidez e incompetência. No livro São Geraldo Majela, Pe. Braz Delfino, relata: “Para começar, as zombarias e insultos, depois vieram os puxões de orelhas, reguadas nos braços e nas costas, tapas no rosto e pontapés”. São Geraldo suportava tudo isso com paciência, oferecendo a Deus seus sofrimentos. Trabalhou nesta alfaiataria por quatro anos, depois, montou a sua própria alfaiataria na casa de sua mãe. O negócio prosperou, mas não ajuntou dinheiro, pois do que recebia tirava o necessário para sua mãe e suas irmãs e o restante dava para os pobres. Certa vez, um pobre, da roça, chegou à sua alfaiataria, levando um pano muito simples pedindo-lhe para fazer uma calça. Depois de fazer as devidas medidas, percebe que o pano era curto, não daria para vestir, nem mesmo uma criança. Então, São Geraldo disse-lhe: “Seu pano é muito pouco, meu amigo, mas com a ajuda de Deus, vamos ver o que se pode fazer”. Silenciosamente, São Geraldo fez uma breve prece. Depois, estendeu o pano sobre a mesa e enquanto corria as mãos sobre o tecido, dizia: “Com a ajuda de Deus e de seu santo padroeiro, hei de fazer-lhe uma boa calça”. A veste ficou sob medida e ainda sobraram alguns retalhos para as bermudas dos pequerruchos do pobre camponês. Que São Geraldo interceda por todos os alfaiates, e que aprendamos com ele a sermos caridosos com todos, mas de modo especial, com os mais necessitados.

Pe. Américo de Oliveira, C.SS.R. Reitor da Basílica de São Geraldo Curvelo/MG



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