|
Figura
tradicional e venerada no convento Redentorista de
Curvelo, onde passou quase 40 anos de sua preciosa
existência, preciosa diante de Deus e dos homens. Doze
anos como missionário no sertão de Minas, nove anos
como Superior do Convento e dezoito como simples
religioso. Foi reitor do Santuário do Senhor do Bonfim,
na Bahia. Exerceu também o cargo de Superior do
Seminário Maior Redentorista em Floresta, Juiz de Fora.
Era considerado pelos
confrades como bom e virtuoso redentorista. Zeloso da
Casa de Deus, construiu as duas naves laterais da
Basílica e, sobretudo, preocupado com a promoção
integral da pessoa, dedicou-se à pregação da Palavra
de Deus, especialmente aos mais abandonados.
De família ilustre,
nasceu na Holanda, aos 07 de outubro de 1889, na cidade
de Schinnen. Filho de Reineras Rutten e Josefina Douven.
Veio para o Brasil em 1914, um ano após a ordenação
sacerdotal. Lá deixou um irmão sacerdote redentorista
e um outro que ocupou o alto cargo de Ministro da
Educação.
Sentia-se bem entre os
sertanejos nas missões. Era incansável como catequista
nos Grupos escolares e na cadeia pública de Curvelo.
Atendia com bondade e paciência a todos o que
procuravam no confessionário e no locutório do
convento. Todos os dias, às 15 horas, o locutório do
convento enchia-se de pessoas que vinham, mesmo de
longe, à procura de um conselho ou de uma bênção.
Não é, pois, de se
admirar a veneração que o povo de Curvelo consagra ao
virtuoso Pe.Paulo. Em 17-12-
63, a
Câmara Municipal outorgou-lhe o título de cidadão
honorário e deu o seu nome a uma das ruas a cidade.
Uma semana antes do
falecimento, em meio aos seus confrades, recebeu com
profunda piedade, a Unção dos enfermos, renovou os
sagrados votos de religião e pediu perdão à
comunidade por alguma falta que tivesse cometido. Levado
ao Hospital Santo Antônio, confrades e amigos se
revezaram, dia e noite, ao lado de seu leito. Médicos e
enfermeiros não mediram esforços para lhe prolongar a
existência. Mas ele esperava ser chamado pelo Senhor:
“Vem, servo bom e fiel”!
Morreu às 12:30
horas, do dia 05 de junho de
1972. A
notícia do falecimento espalhou-se rapidamente. Filas
enormes se formaram, na tarde do mesmo dia, dentro e
fora da Basílica, para onde fora levado o seu corpo.
Pela manhã do dia
06, a
Basílica estava repleta. Fora havia maior massa humana,
durante a concelebração da missa, presentes dezenas de
sacerdotes. Após a encomendação, uma grande multidão
acompanhou o enterro, entre lágrimas, orações e
cânticos, que, em vida gostava o Pe. Paulo de cantar.
Curvelo nunca viu coisa semelhante.
“O seu sepulcro
será glorioso”! – Descanse em paz!
........................................................................................................................ |