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QUARTO
DIA:
São
Geraldo e o Cristo Eucarístico.
Definição:
- Jesus:
oferenda perene ao Pai. Jesus Eucarístico: memória permanente da
oferenda da vida como o verdadeiro sacrifício santo. Jesus Hóstia.
- Geraldo
como oferta para conversão do mundo.
Fatos
da vida de São Geraldo:
- No pãozinho
branco de Capodigiano há oferenda mística de Jesus e Geraldo.
- Pazzerello:
junto a Jesus hóstia intercedendo pelo mundo.
- A fé que o
eleva diante do Santíssimo Sacramento.
Textos
bíblicos: 1Cor 11, 23 - 26
Lc. 9, 12 – 17.
Sugestão
prática:
- Bênção e
distribuição do pãozinho de São Geraldo.
- Uma ligação
entre a Eucarístia e a Palavra. Para ser uma pessoa da Eucaristia é
preciso ser uma pessoa que escute e coloque em prática a Palavra -
Procissão da Palavra Ô um grande pão. Dentro dele a Bíblia. No ofertório
repetir o gesto, mas trazendo uma âmbula ou similar com hóstias.
4. São
Geraldo e o Cristo Eucarístico
A Eucaristia é o centro da vida do cristão por uma razão muito simples:
resume e contém a vida de Cristo para nossa salvação. O Papa tem
insistido na presença real e ontológica de Cristo na Eucaristia. O pão
consagrado é Jesus Ressuscitado no meio de nós, atualizando o sacrifício
de sua paixão para a nossa redenção. Impossível ser cristão-católico
sem um encontro com o Cristo vivo na Eucaristia. Evidente que o Cristo não
está presente só na Eucaristia, mas ali o está de modo especial. Só
ali o está de modo ontológico, ou seja, é Ele mesmo. Presença
sacramental e real.
Desde pequeno Geraldo intuiu o valor da Eucaristia. Queria fazer a
primeira comunhão antes do tempo. Sua mãe lhe replicava: “Meu filho,
primeiro tens de crescer e ficar grande”. Um dia entra na fila de comunhão,
mas o sacerdote nega-lhe a comunhão. Geraldo sai correndo, volta para
casa chorando, lamentando-se por não ter recebido seu amigo Jesus. Dorme
e no outro dia conta à sua mãe e às suas irmãs que o anjo São Miguel
o acordou e lhe deu a comunhão. Verdade? Sonho de criança? Pouco
importa. O essencial é que Geraldo ama Jesus Eucarístico e o recebe com
a idade de 10 anos. Decide comungar freqüentemente. Muitas vezes, ao
receber a comunhão, entra em êxtase, tamanha é sua paixão por Jesus.
O amor de Geraldo pela Eucaristia cresce sempre, a ponto de lhe criar
problemas com os superiores, depois que se faz religioso. Costuma passar
noites aos pés de Jesus sacramentado. Havendo uma capela no convento,
fica tudo mais fácil para Geraldo. Visita-a com freqüência. O superior
tenta impedir, por causa das obrigações de Geraldo. Um dia ele mesmo
“briga” com Jesus: “Senhor, deixa-me seguir, por favor, tenho muito
o que fazer; do contrário o padre superior voltará a criticar-me”.
Estes exemplos revelam o amor de Geraldo à Eucaristia, que seu fundador,
Afonso, chamava de “invenção de amor”.
Enfatizar: a devoção de Geraldo à Eucaristia não
é pietismo. Ele entende a profundidade deste sacramento e se nutre dele.
Exagero? Para sua época não. É bom lembrar que a comunhão freqüente
transforma a vida de Geraldo e o configura mais e mais a Cristo. Ao
receber o Cristo que se dá, Geraldo faz da sua vida uma “eucaristia”,
oferecendo sua vida ao Pai no serviço aos irmãos. O risco hoje é que
comunguemos só por superstição, por hábito, costume. Há os que dizem:
“Não vivo sem a comunhão”. Ótimo, desde que a vida esteja sendo
transformada e se tornando, como a de Cristo e de Geraldo, um dom para os
outros. Nada pior do que a “comunhão só para as próprias
necessidades”, nada pior do que o “egoísmo eucarístico”. A vida de
Geraldo dá razão àquele canto de comunhão: “Comungar é tornar-se um
perigo, viemos pra incomodar...”
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