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ESPERANÇA
DA IGREJA
Numa
visita a João Paulo II, Dom Murilo Krieger, arcebispo de Florianópolis
(SC), fez a seguinte pergunta ao papa: “Se Vossa Santidade fosse
nomeado hoje para uma diocese, quais seriam suas prioridades?” O
papa não hesitou: “Família e juventude”. Não é novidade para
ninguém que João Paulo II considerava a família como a base da
Igreja; e a juventude, sua esperança.
A preocupação com a juventude, é uma das prioridades da
Igreja. Ainda, alguns padres, bispos ou os próprios leigos, não vêem
dessa maneira, pensando sempre que a juventude é uma fase de turbulências,
de coisas incertas e que a fase adulta é a fase ideal para se tomar
decisões e participar de lideranças em uma comunidade eclesial.
Enquanto ainda houver pessoas que desacreditem nos jovens, eles não
sentirão à vontade para fazerem aquilo que requer a confiança de
todos.
A CNBB publicou o documento “Evangelização da Juventude”
em 2006, pela editora Paulus, que pode ser encontrado em várias
livrarias ou pela internet, no site da editora. O texto foi tema
central na Assembléia Geral da CNBB em 2006. Por mais que se ignore
a preocupação da Igreja com o jovem, ela está cada dia mais visível,
um exemplo disso, foi a publicação do livro “Evangelização da
Juventude” que mostra vários aspectos da juventude na Igreja, traça
metas para melhorar a evangelização do jovem e o reconhece como
esperança da Igreja.
A
força da juventude é algo independente, cria planos e sonhos
grandiosos, mas que se tornam
realidades. Para a juventude ativa, nunca se pode deixar de sonhar.
Para os jovens desacordados, agora é hora de colocar em prática
aquilo que vocês tanto sonharam, a Igreja precisa de todos, mas
conta com seu entusiasmo e a sua capacidade transformadora.
Não é fácil responder a esta pergunta, quando se está cheio de dúvidas,
muitas vezes quanto à própria fé.
Estas dúvidas, geralmente acompanham uma situação de dificuldade,
de dor ou perda, um sofrimento que nos leva ao chão, e sentimo-nos
perdidos sem os olhos da fé e também sem esperança.
O sofrimento mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra,
sempre bate à nossa porta, não desejamos sofrer, mas é inevitável.
Porém, precisamos aprender a conviver com as dificuldades, não
para vivermos sempre em dificuldades, mas para que a cada
adversidade, possamos nos transformar, através da confiança inabalável
no AMOR DE DEUS por nós. Assim, conseguiremos por meio da fé,
"compreender" seu plano de amor, aceitar o que não
podemos mudar e tornar-mos pessoas melhores e felizes apesar de
tudo. Lembrando sempre que Deus nunca nos abandona em nenhuma situação,
por mais que sejamos tentados a pensar assim nos momentos de maior
tribulação, isto é um fato. Ele se faz sempre presente. Agora uma
verdade, nada é maior que o amor de Deus por nós, diante dessa
verdade nasce a esperança de um dia estarmos na sua presença e
participando da sua glória, pois tudo passa, a dor, o sofrimento,
as adversidades tudo... Só o amor de Deus dura para sempre.
É fazendo o que lhe agrada, fazer o que Ele gostaria que fizéssemos.
Ser o tipo de ser humano que Ele quer que sejamos.
Amar a Deus não significa que nosso coração deva dar saltos cada
vez que pensamos nEle. Algumas pessoas poderão sentir o seu amor a
Deus de modo emotivo, mas não e o essencial.
Porque o amor a Deus reside na vontade. Provamos nosso amor a
Deus não pelo que sentimos por Ele, mas pelo que estamos dispostos
a fazer por Ele.
Parece-nos
um pouco complicado essa afirmação acima, não? Que nós não
buscamos a Deus, é Ele quem nos busca. Mas é verdade. E quando nos
busca, quando nos escolhe... não adianta, Ele nos fisga com o
melhor anzol que pode existir. É a partir daí q vc começa a
sentir uma coisa diferente, um amor por esse Deus maravilhoso, que
sempre esteve com você, apesar de não perceber em certos momentos.
Deus é graça, amor, misericórdia. Ele tem um plano, ele te olha e
diz: - Meu filho, eu escolho você para me ajudar em meu Reino. E
você responde em seu íntimo: - Pai, sou Teu. Faça-se em mim, a
Tua vontade. Aí, vc se entrega após o chamado Dele. Mas se Ele não
chama, talvez porque Deus espera um momento mais propício para
fazer essa escolha, aí vc nota nas pessoas que podem até se dizer
participativas na Igreja ou que se converteram, que só dizem e não
agem, não praticam o amor. Essas pessoas ainda não foram buscadas.
Essas pessoas ainda não foram tocadas. Estão ainda cegas. E vc
pode estar assim. Mas deixe que Ele te busque e se esvazie de tudo.
Se esvaziar, permanecer no silêncio, se entregar, não querer se
mostrar muito. Não querer se expor muito para dizer q faz. Faça
calado, na humildade, na certeza, no silêncio. Os humilhados serão
exaltados. E se você sofre, se humilha em nome de Deus, terá uma
recompensa tremenda para sua vida. Renove em Cristo!
Quantas
oportunidades, quantas coisas Deus põe em nossas mãos para que
possamos escolher. Essas escolhas as vezes passam despercebidas, e não
lembramos de quem possibilitou para que isso acontecesse. Não deixe
suas escolhas de um bom caminho passarem despercebidas. Se apegue
sem medo, àquilo que é de Deus. Apegue sem medo, aquilo que é
bom! E escolha o caminho do Redentor, não perca mais tempo, sua
escolha deve ser feita agora! Descubra sua vocação!
Enquanto
vivermos, devemos sempre trabalhar para o nosso Senhor.
Reconhece pois que és um servidor preso a um grande número de
serviços.
Não te envaideças de ser chamado « filho de Deus» (1Jo, 3,1):
reconheçamos esta graça, mas não esqueçamos a nossa natureza. Não
te gabes se serviste bem, pois fizeste o que devias fazer. O sol
desempenha o seu papel, a lua obedece, os anjos fazem o seu serviço.
S. Paulo, « o instrumento escolhido pelo Senhor para os pagãos» (Act,
9, 15), escreve: « Eu não mereço o nome de apóstolo, porque
persegui a Igreja de Deus» (Co 15,9).
E se algures ele mostra que não tem consciência de nenhuma falta,
acrescenta, de seguida: «Mas nem por isso estou justificado» (1Co,
4,4).
Nós também, não pretendamos ser louvados por nós próprios, não
antecipemos o julgamento de Deus.