Junho é um mês marcado por festas tradicionais de grandes santos de nossa Igreja. Santo Antônio, São João e São Pedro têm dias no calendário ocidental que de acordo com a região, tem comemorações pra lá de especiais. Em junho, também lembramos de quatro grandes mártires redentoristas que viveram entre nós e foram beatificados em 2001, pelo papa João Paulo II. Entre tantas comemorações e recordações para esse mês que encerra o primeiro semestre de 2008, destacamos uma data que não podemos deixar de ressaltar: 27 de junho, dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
“Que honra é para mim chamar de minha mãe, a mãe do meu Deus, do meu Salvador...” O trecho da canção nos mostra a nossa proximidade com a bem-aventurada Virgem Maria, que mesmo sendo a Mãe de Deus, não nos nega também a maternidade. É ela que vem ao nosso auxílio, nos dando conforto e levando-nos até o Pai, é ela nosso Perpétuo Socorro, nossa perpétua intercessão e nossa perpétua mãe.
Não se tem precisão de quando o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi pintado, sabe-se que a tradição da pintura de ícones que lembram este, era cultivada por monges orientais por volta do século V. O que se tem até por volta do século XVI, são hipóteses ou tradições que foram passadas através dos tempos. Sabe-se que na Europa, um padre jesuíta, por volta do ano de 1850, comentou em sua pregação sobre um ícone de Nossa Senhora que estava perdido e que tinha uma grande beleza. O padre redentorista, Miguel Marchi, sabia que o quadro estava esquecido em uma capela de monges celtas onde ele já havia sido coroinha. Logo, o padre redentorista Nicolau Mauron, amigo do Papa Pio IX, pediu permissão a ele para que o ícone ficasse sob a guarda dos redentoristas, então, autorizada a guarda, o papa disse ao superior geral da congregação para que levassem e tornassem esse ícone conhecido em todo o mundo. O irmão redentorista Maximiliano Snachtl contribuiu muito para a divulgação do ícone, fazendo cópias e espalhando-as por toda região européia. Pelas visitas constantes de vários bispos de todo mundo à Europa, o ícone chegou a todos os continentes pelo trabalho dos redentoristas que o levava também em suas missões. Hoje, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que nem sempre recebeu esse título, é marca da presença redentorista, mas pela sua popularidade, tornou-se comum em igrejas e outros lugares, mesmo sem essa presença.
A festa litúrgica passou por várias modificações até ser fixada no dia 27 de junho. Roguemos à nossa mãe Virgem Maria, para que na fé e na alegria da glória de Deus, possamos ser cada dia mais obedientes a Ele, sendo servos fiéis como ela nos ensinou. Que o sim de Maria, seja transformado em nosso sim também a Deus, com convicção e coragem, mesmo diante a tantos problemas que enfrentamos. Olhando para o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, sintamo-nos amparados pela doce mão envolvente da Mãe e pelo seu olhar que é voltado para seus filhos aqui na Terra. Espelhando-nos em Maria, nunca devemos deixar abater por situações difíceis, pois ela nos leva a uma solução para toda alma que tem sede: Jesus Cristo.